{"id":262,"date":"2017-08-28T13:49:16","date_gmt":"2017-08-28T16:49:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hunting.com.br\/?p=262"},"modified":"2022-05-26T18:49:40","modified_gmt":"2022-05-26T21:49:40","slug":"maior-autonomia-pode-resultar-em-menor-etica-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hunting.com.br\/us\/maior-autonomia-pode-resultar-em-menor-etica-no-trabalho\/","title":{"rendered":"Maior autonomia pode resultar em menor \u00e9tica no trabalho?"},"content":{"rendered":"<p>Eis um tema pol\u00eamico: pessoas a quem \u00e9 dada maior autonomia de trabalho tendem a escorregar em termos \u00e9ticos com mais facilidade. Este \u00e9 o resultado de uma pesquisa feita pelos professores Jackson Lu, Yoav Vardi, Ely Weitz&nbsp;e Joel Brockner, da Columbia University, de Nova York, e tornada p\u00fablica no \u00faltimo m\u00eas de julho.<\/p>\n<p>Trabalhar em \u201chome office\u201d, escolher o pr\u00f3prio hor\u00e1rio de chegada e sa\u00edda, escutar m\u00fasica durante o expediente. Essas s\u00e3o algumas das \u201cliberalidades\u201d que entraram na moda em empresas por todo o mundo e que, aparentemente, aumentam a satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho e a produtividade, em muitos casos. Mas os professores alertam: embora seja \u201cmais legal\u201d trabalhar sem muitos controles por parte da empresa, a falta desses despertaria nas pessoas um \u201clado negro\u201d de sua moralidade.<\/p>\n<p>A liberdade \u201cpode dar \u00e0s pessoas a ideia de que elas podem fazer o que quiserem, incluindo n\u00e3o acatar as regras da moralidade\u201d, afirma o professor Brockner, em artigo de sua autoria publicado no blog \u201cIdeas and Insights\u201d, da Columbia University.<\/p>\n<p>Em uma leitura r\u00e1pida, o professor, que \u00e9 psic\u00f3logo, parece concordar com o ditado popular que diz que a \u201cocasi\u00e3o faz o ladr\u00e3o\u201d. Ele diz: \u201cMaior autonomia talvez n\u00e3o leve as pessoas a \u2018querer\u2019 agir de forma anti\u00e9tica, entretanto o comportamento anti\u00e9tico pode surgir quando a oportunidade para tal se apresenta diante dele\u201d, diz ele. Ele mesmo, por\u00e9m, faz uma ressalva: \u201cO comportamento anti\u00e9tico \u00e9 menos prov\u00e1vel para quem a moralidade \u00e9 parte central de sua auto defini\u00e7\u00e3o como pessoa\u201d. Ou seja, o ditado mais prov\u00e1vel \u00e9 o \u201creformado\u201d por Machado de Assis, que dizia: \u201ca ocasi\u00e3o faz o roubo, o ladr\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 pronto\u201d.<\/p>\n<p>Brockner salienta que ele e seus colegas n\u00e3o defendem o fim da autonomia, que tem seus benef\u00edcios comprovados. Mas eles insistem que ela n\u00e3o pode n\u00e3o ser considerada uma panaceia totalmente favor\u00e1vel, como \u00e9 pintada hoje. Uma vis\u00e3o mais balanceada entre&nbsp; o positivo e o negativo pode maximizar o que a autonomia traz de bom (motiva\u00e7\u00e3o, satisfa\u00e7\u00e3o, criatividade) enquanto minimiza, por outro, seus lados mais perversos. E a pesquisa indica um caminho para isso.<\/p>\n<p>Os dados levantados por Brockner mostram que \u201cautonomia\u201d n\u00e3o significa a mesma coisa para todos os empregados. H\u00e1 quem d\u00ea grande valor a essa condi\u00e7\u00e3o, outros nem tanto. Por isso, o segredo \u00e9 descobrir, entre os empregados, aqueles para quem a autonomia realmente \u00e9 um valor pessoal. Entre esses, \u201ca rela\u00e7\u00e3o positiva entre a autonomia e o comportamento anti\u00e9tico diminui enquanto a rela\u00e7\u00e3o entre autonomia e a criatividade se mant\u00e9m\u201d, diz o estudo, que conclui com uma sugest\u00e3o: a autonomia deve ser concedida \u00e0queles empregados que realmente prezam, valorizam e lutam por essa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Veja o artigo (em ingl\u00eas) do professor Brockner e seus colegas em: <a href=\"https:\/\/goo.gl\/AHDtLg\">https:\/\/goo.gl\/AHDtLg<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eis um tema pol\u00eamico: pessoas a quem \u00e9 dada maior autonomia de trabalho tendem a escorregar em termos \u00e9ticos com mais facilidade. Este \u00e9 o resultado de uma pesquisa feita pelos professores Jackson Lu, Yoav Vardi, Ely Weitz&nbsp;e Joel Brockner, da Columbia University, de Nova York, e tornada p\u00fablica no \u00faltimo m\u00eas de julho. 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